quarta-feira, 7 de março de 2012

Pelo direito de ser doida


O título desse blog é justamente o título de uma matéria da revista LOLA do mês de março, que tem a Lília Cabral na capa. Esta matéria me fiz rir, pois é bom quando você sabe da existência de pessoas que assim como eu, não conseguem se sentir inseridos por muito tempo em uma forma única de ser, melhor dizendo que a sociedade atual dita como correta.
Sou nordestina e portanto só tenho como dizer com propriedade a cultura do cearense, que vai além do dialeto, da comida e do forró, é algo que no meu íntimo incomoda.
Não sei se é por que em casa convivo com uma pessoa que posterga tuuuuuuudo na vida e talvez por isso eu ache que todo mundo é igual a ela, é como se fosse algo sem cor, apático.
O mais preocupante é que eu não consigo me libertar disso e viver minha vida, simplesmente chegar ao problema dela e dizer "Vai pra Puta que o pariu" e dar as costas.
É complexo e que com certeza influenciou diretamente pra que hoje eu não consiga me sentir encaixada em qualquer esteriótipo durante muito tempo.
Mas enfim, o texto da revista conforta a mente de quem se mantém firme em ser o que é, transparente e sincero, mesmo que haja o preço a se pagar tão alto.